A Frimesa, uma das maiores agroindústrias do Paraná, anunciou um pacote de corte de gastos. A cooperativa alega “dificuldades econômicas e financeiras enfrentadas neste ano de 2026”. Em comunicado assinado pelo presidente executivo, Elias José Zydek, a cooperativa cita ainda “previsões orçamentárias apertadas devido ao cenário preocupante para o Brasil nos próximos meses”. O Jornal Diretriz confirmou a autenticidade do documento com a empresa nesta terça-feira (27).

Com sede em Medianeira, no Oeste do Paraná, a Frimesa é a central de cinco cooperativas: Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato. Juntas, elas reúnem cerca de 2.500 produtores. Além disso, a empresa tem quase 13 mil funcionários diretos e responde por 52% do mercado de carne suína no Paraná.
As medidas
A primeira determinação atinge a rotina interna. Assim, encontros, eventos e reuniões das unidades industriais, de logística, comerciais e administrativas passam a ocorrer on-line, sem deslocamentos.
Além disso, a cooperativa não vai patrocinar eventos de fim de ano, brindes nem doações no ambiente interno. A terceira medida tem efeito para fora da empresa. Por isso, a cooperativa cancelou todos os patrocínios, contribuições e doações a entidades, empresas, autoridades e pessoas externas.
“O momento exige responsabilidade, austeridade e comprometimento de todos”, diz o texto.
Impacto na região
A decisão deve pesar em todo o Oeste do Paraná. No entanto, o comunicado não informa por quanto tempo as medidas vão valer, nem se haverá impacto sobre empregos ou investimentos.
O corte de patrocínios chama atenção porque a Frimesa costuma apoiar eventos, entidades e ações comunitárias nos municípios onde atua. Dessa forma, festas, feiras e projetos sociais que contavam com esse dinheiro terão de buscar outras fontes.






