O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil com a esposa e as duas filhas rumo aos Estados Unidos, onde pediria asilo político ao governo de Donald Trump. O colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, publicou a informação nesta terça-feira (27), com base em relatos de aliados. Até a publicação desta matéria, porém, não havia confirmação oficial da viagem.
Além disso, há contestações à versão. Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, afirmou ao Metrópoles que o senador não saiu do país. Já o governo de Javier Milei declarou à Bloomberg que Flávio não entrou em território argentino.
Rota pela Argentina
Segundo o site argentino Infobae, Flávio teria chegado a Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu, às 2h desta terça, usando a carteira de identidade. De lá, seguiria para os Estados Unidos em um jato particular fretado. Por isso, a Polícia Federal acionou autoridades argentinas para checar a possível saída.
Segundo fontes da PF ouvidas pelo Metrópoles, o senador não passou por nenhum posto regular de imigração nas últimas horas. Por outro lado, aliados tentam falar com ele desde a manhã, sem sucesso.
Pedido em sete minutos
A suposta fuga ocorre em meio à ordem que proibiu Flávio de sair do Brasil. Segundo a colunista Malu Gaspar, de O Globo, o TSE confirmou a reeleição de Lula às 21h09 de domingo (25). Sete minutos depois, às 21h16, um pedido de 16 páginas da Polícia Federal para apreender o passaporte do senador já estava no sistema do Supremo Tribunal Federal (STF).
Assim, o ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido na mesma noite, em decisão individual e sem ouvir antes a Procuradoria-Geral da República. Na manhã seguinte, agentes da PF intimaram Flávio na porta da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A rapidez chama a atenção. Em menos de 24 horas, um candidato que recebeu milhões de votos passou de adversário de Lula nas urnas a alvo de restrição imposta por um único ministro do STF.
Os argumentos da PF
No pedido, a PF citou o inquérito que investiga o senador e o advogado Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro. Além disso, usou como argumento uma entrevista de Eduardo Bolsonaro, que disse ser a favor de o irmão deixar o país em caso de derrota. Flávio nega ter dito isso.
Contudo, a defesa havia combinado entregar os passaportes na manhã desta terça, o que não ocorreu até a publicação desta matéria. Por fim, a PF não respondeu aos pedidos de esclarecimento da imprensa sobre o paradeiro do senador.






