O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a interlocutores que tem pelo menos 48 votos para se reeleger ao comando da Casa. Além disso, ele descartou pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial contra Alexandre de Moraes. As informações foram publicadas pelo blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, na madrugada desta segunda-feira (26).
Assim, o recado veio horas depois da reeleição de Lula (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). Segundo os relatos, Alcolumbre avalia que a vitória do petista fortalece sua posição para “bater chapa” contra qualquer candidato do PL.
PL terá a maior bancada
A disputa promete ser dura. A partir de fevereiro, o PL terá a maior bancada do Senado, com 29 senadores. Por isso, o partido planeja lançar Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha derrotada de Flávio Bolsonaro, à presidência da Casa.
No entanto, partidos do Centrão têm interesse em limitar o poder do PL no Congresso. Dessa forma, o cenário favorece Alcolumbre, que precisa de 41 dos 81 votos para vencer.
Moraes fora da pauta
Por outro lado, a recusa em pautar o impeachment de Moraes frustra a oposição. Alcolumbre é próximo do ministro e já havia sinalizado essa posição em setembro. Na época, ele disse que a existência de 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF “não é normal”. Sobre as mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, resumiu: “Eu não achei nada”.
Além disso, Alcolumbre pretende defender ainda este ano a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco ao STF. Segundo a CNN, a ida de Pacheco à Corte faria parte de um acordo com o governo para votar a PEC do fim da escala 6×1 entre os dois turnos.
Por fim, as falas não foram feitas em público. Até a publicação desta matéria, Alcolumbre não havia comentado oficialmente a reeleição nem os pedidos de impeachment.





