O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, revelou que foi alvo de atuação do Ministério Público após autorizar que funcionários evangélicos realizassem uma célula cristã semanal nas dependências de sua empresa. O caso foi relatado durante participação no programa Pensando o Brasil, do Antagonista, transmitido ao vivo em 25 de junho.
Segundo Tallis, a iniciativa partiu dos próprios colaboradores. “Me pediram: ‘Posso fazer isso na empresa?’ Claro! Toda manifestação cristã é bem-vinda ali”, contou. O empresário, que é católico, afirmou não ver problema algum na prática. “Toda segunda na minha empresa tem uma célula dos evangélicos e eles fazem orações lá e fazem louvor e tal. E eu acho lindo isso.”
A reação do Ministério Público, no entanto, o surpreendeu. “Eu fui processado pelo Ministério Público por isso, sabia? Eu não entendo o que o Ministério Público tem a ver com isso. Uma empresa privada, o dono dessa empresa permitir que seus funcionários louvem a Deus na sua empresa. O que isso tem de ruim?”, questionou.
Ao repercutir o caso nas redes sociais, Tallis foi além e colocou o episódio dentro de um debate mais amplo sobre inversão de valores no país. “Até onde vai a inversão de valores de um país em que o empresário que trabalha, emprega, educa e produz valor para a sociedade vira alvo por permitir que pessoas cultuem a Deus dentro da própria empresa?”, escreveu.
O empresário também fez uma defesa da fé como fundamento para o trabalho. “Sem Deus, toda obra humana é apenas areia. Quando a fé se torna alicerce, o trabalho ganha sentido, o lucro encontra propósito e a vida se ordena em direção a algo maior do que o dinheiro, o poder ou a aprovação pública.”






