Uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou um esquema criminoso que operava de dentro do Departamento de Trânsito (Detran-DF). A Operação Ghost Operator, coordenada pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, apontou um servidor de carreira da autarquia como o suposto líder de uma organização responsável por fraudes milionárias no sistema de dados do órgão.
O grupo criminoso atuava na transferência irregular de propriedade de automóveis e na retirada ilegal de multas, gravames e restrições administrativas de circulação. Segundo o delegado Thiago Boeing, responsável pelas investigações, o servidor utilizava seu cargo público para recrutar comparsas, tendo cooptado a própria esposa e uma rede de despachantes para captar motoristas interessados nos serviços ilícitos.
O balanço da investigação mostra que a quadrilha cobrava uma média de R$ 2 mil por cada transação fraudulenta realizada no sistema. Para tentar ocultar a origem do dinheiro, os valores das propinas eram depositados diretamente na conta bancária da esposa do servidor, que contava com o auxílio de terceiros para consolidar as alterações nos registros do Detran.
Em nota oficial, a direção do Detran-DF informou que a fraude foi identificada graças ao fortalecimento dos mecanismos de controle do próprio órgão. A detecção do esquema ocorreu por meio de procedimentos de monitoramento interno e pelo cruzamento de dados de segurança, o que permitiu o acionamento da polícia para estancar o prejuízo aos cofres públicos e garantir a lisura do sistema de trânsito.






