A corrida pelas duas vagas ao Senado pelo Pará ganhou um protagonista claro no campo da oposição. O Delegado Éder Mauro (PL), lançado pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro durante visita ao estado no início do mês, aparece consolidado em segundo lugar em todos os quatro cenários simulados pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27).
A pesquisa ouviu 900 eleitores entre 21 e 25 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais e registro no TSE sob o número PA-04548/2026.
Éder Mauro na briga pela segunda vaga
Em todos os cenários, Éder Mauro marca entre 14% e 15% da soma dos dois votos, posicionando-se como o candidato mais competitivo da direita no estado e o principal adversário pela segunda cadeira ao lado de Helder Barbalho.
O dado mais expressivo é o potencial de voto: 32% dos eleitores afirmam que o conhecem e votariam nele, segundo maior índice entre todos os candidatos ao Senado, atrás apenas de Helder Barbalho. Com 38% do eleitorado ainda sem conhecê-lo, há espaço concreto para crescimento à medida que a campanha se intensifica e o nome do delegado ganha mais visibilidade no estado.
O cenário completo
Helder Barbalho (MDB) lidera com folga em todos os cenários, com entre 21% e 23%, e registra o maior potencial de voto do levantamento: 54% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele. A segunda vaga, no entanto, permanece em aberto.
Zequinha Marinho (Podemos) aparece como o principal concorrente de Éder Mauro pela segunda cadeira, chegando a 12% nos cenários onde Paulo Rocha não aparece. A rejeição de Zequinha, no entanto, é mais alta: 49% dos que o conhecem afirmam que não votariam nele, contra 30% no caso de Éder Mauro.
O que os números indicam
Com entre 22% e 26% de indecisos dependendo do cenário, a segunda vaga ao Senado paraense está longe de definida. Éder Mauro chega ao período mais intenso da campanha com a base mais sólida do campo conservador no estado, menor rejeição que o principal concorrente pela segunda vaga e espaço para crescer entre o eleitorado que ainda não o conhece.






