Governos da Europa e da Ásia estão pedindo que as famílias mantenham em casa comida, água e itens básicos para enfrentar emergências. A recomendação mais comum é ter suprimentos para pelo menos 72 horas, o tempo que as autoridades podem levar para chegar a todos em uma crise.
O caso mais recente é o do Reino Unido. Em 22 de outubro, o governo britânico relançou a campanha Be Ready, que orienta cada casa a reunir itens essenciais para três dias.
O que diz a lista britânica
A lista inclui água potável, alimentos que não precisam de geladeira nem de cozimento, lanterna com pilhas extras e rádio a pilha ou a manivela. Além disso, a orientação pede carregador portátil, kit de primeiros socorros, remédios de uso contínuo e dinheiro em espécie.
Para a água, a referência é de três litros por pessoa por dia, apenas para beber. Assim, uma família de quatro pessoas precisaria de 36 litros para os três dias. No entanto, o volume aumenta quando entram o preparo de comida e a higiene.
A campanha também sugere guardar cópias de documentos, cobertores, roupas quentes e itens para bebês e animais de estimação.
“Não é pânico”
Contudo, o governo rejeita a ideia de pânico. O ministro da Segurança britânico, Dan Jarvis, defendeu a medida. “Quem puder seguir essa orientação deve segui-la”, afirmou. Por outro lado, o governo afirma que não há uma ameaça específica por trás da campanha.
Entre os riscos citados estão tempestades, ataques cibernéticos, sabotagem e falhas em serviços essenciais, como energia e telecomunicações. A Estratégia de Segurança Nacional britânica de 2025 já apontava a agressão russa e ataques hackers como ameaças.
Europa adotou os mesmos três dias
A União Europeia trabalha com a mesma referência. Em março de 2025, a Comissão Europeia apresentou sua estratégia de preparação, com 30 propostas, e recomendou que cada cidadão consiga se manter sozinho por pelo menos 72 horas.
O kit europeu inclui água, comida em lata ou desidratada, lanterna, rádio, remédios e documentos em embalagem à prova d’água. Segundo a comissária de Preparação, Hadja Lahbib, “todos têm um papel a cumprir”.
Por isso, outros países também reforçaram a defesa civil. A Finlândia ampliou as reservas de grãos para nove meses, e Suécia, Polônia e os países bálticos retomaram planos de abrigo e evacuação desde a invasão russa da Ucrânia.
Por fim, o Japão orienta as famílias a se prepararem para pelo menos três dias e, de preferência, uma semana, por causa do histórico de terremotos no país.






