A inflação mensal da Argentina desacelerou para 1,7% em agosto de 2026. O dado é do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), divulgado em 10 de setembro. Em dezembro de 2023, primeiro mês do governo de Javier Milei, o índice havia chegado a 25,5%.
A diferença é de quase 24 pontos percentuais em 33 meses de dados. Além disso, o resultado de agosto ficou abaixo dos 2,1% de julho. Segundo o INDEC, é a menor variação desde junho de 2025 e o ritmo mais baixo para um mês de agosto desde 2017.
O que o índice mostra
O número veio em linha com o esperado pelo mercado. O Relevamento de Expectativas de Mercado (REM), do Banco Central, projetava justamente 1,7%. A inflação acumulada em 2026 chegou a 21,3% nos oito primeiros meses.
Os preços regulados subiram 2,2%, puxados por eletricidade, gás e transporte público. Já os preços sazonais caíram 0,9%, por causa de pacotes turísticos e roupas. Por isso, a inflação núcleo ficou em 1,8%, acima do índice geral.
O outro lado dos números
O resultado merece uma ressalva. A inflação em 12 meses está em 33,5%, e a queda mensal não é linear desde 2024. Em junho de 2025, por exemplo, o índice já havia marcado 1,6%. Depois disso, oscilou acima de 2% em vários meses.
Apesar disso, a tendência de longo prazo segue clara. Aliados do governo sustentam que o superávit fiscal veio primeiro e a queda dos preços veio depois. Nas redes, esse argumento ganhou força com a divulgação do dado. Críticos, no entanto, apontam que a inflação anual ainda está alta e que o ajuste tem custo social.
Contexto
Em dezembro de 2023, a Argentina registrou o maior índice mensal de sua série histórica. Desde então, o governo Milei adotou um forte ajuste fiscal e cortou a emissão monetária. Assim, a inflação mensal passou a cair de forma consistente, ainda que com oscilações.






