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Flávio tem 45%, e Lula, 42%, em eventual 2º turno, diz pesquisa GERP

Pesquisa aponta grande equilíbrio e reafirma que eleição será definida em detalhes

Henrique Speck Por Henrique Speck
08/07/2026
in Política
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Flávio tem 45%, e Lula, 42%, em eventual 2º turno, diz pesquisa GERP
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A corrida pela Presidência da República em 2026 desenha um cenário de forte polarização e equilíbrio milimétrico. É o que aponta o mais recente relatório da pesquisa nacional realizada pelo Instituto GERP, em parceria com a Associação Paulista de Rádio e TV (AESP), divulgada nesta semana.

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O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03067/2026, entrevistou 2.000 eleitores por telefone entre os dias 3 e 7 de julho. Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os dados mostram que a disputa de primeiro turno está completamente aberta e polarizada entre as principais forças da esquerda e da direita.

O Cenário de Primeiro Turno: Empate técnico absoluto

Na intenção de voto estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados ao eleitor, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem rigorosamente empatados, cada um com 36% das intenções de voto. A diferença real entre os dois líderes é de apenas 0,3 ponto percentual, configurando estabilidade e consolidação de ambos os lados.

Abaixo dos líderes, os demais concorrentes testados aparecem numericamente distantes da polarização principal:

  • Ronaldo Caiado: 4%
  • Renan Santos: 2%
  • Romeu Zema: 2%
  • Não Sabe / Nenhum: 17%

No cenário espontâneo (onde nenhum nome é sugerido), a tendência se repete dentro da margem de erro: Lula pontua com 32% e Flávio Bolsonaro surge com 30%. Neste modelo, o volume de eleitores indecisos ainda é expressivo, somando 29%.

Simulações de segundo turno e o fator “Substitutos”

Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois ponteiros, Flávio Bolsonaro assume uma ligeira vantagem numérica, registrando 45% contra 42% de Lula. Por estar ligeiramente acima da margem de erro de 2,2 p.p., o cenário aponta para uma vantagem sutil do candidato da direita.

A pesquisa também testou a força de transferência de votos caso os líderes não disputem o pleito:

  • Sem Flávio Bolsonaro: A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é o nome mais competitivo da direita, herdando o espólio político e alcançando 33% contra 37% de Lula. Outros nomes da ala conservadora, como Damares Alves (19%), Rogério Marinho (18%) e Marcos Pontes (18%), deixam o atual presidente em liderança isolada.
  • Sem Lula: Flávio Bolsonaro lidera os cenários contra os principais nomes do governo. Em um embate direto com o ministro Fernando Haddad, o senador vence por 45% a 32% (e lidera o primeiro turno por 30% a 28%). Contra o vice-presidente Geraldo Alckmin, Flávio vence o segundo turno por 44% a 34%.

Rejeição e Avaliação do Governo Federal

Um dos principais obstáculos para a busca da reeleição do atual mandatário reside nos índices de rejeição e na percepção pública da gestão. Lula lidera o quesito rejeição: 49% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 40% de rejeição, seguido por Michelle Bolsonaro (18%) e Fernando Haddad (16%).

A desaprovação do governo federal também atingiu a marca de 50%, contra 41% de aprovação dos brasileiros. Na avaliação detalhada, 46% classificam a gestão atual como Ruim ou Péssimo (sendo 36% “Péssimo”), enquanto 35% avaliam como Ótimo ou Bom. Em uma escala de 1 a 5, a média ponderada dada ao governo pelo eleitorado ficou em 2,70.

Segurança Pública e Moralidade no Topo das Preocupações

Para além dos números de intenção de voto, o Instituto GERP mapeou o sentimento do eleitor em relação às prioridades do país. Quando questionados sobre os problemas mais graves do Brasil, os cidadãos apontaram a Violência e a Falta de Segurança (41%) como o principal gargalo nacional, seguido pela Corrupção (31%) e por deficiências no sistema de saúde (Falta de Profissionais com 25% e Falta de Hospitais com 22%).

Essa percepção se reflete diretamente nos critérios escolhidos para definir o voto para presidente. Longe de pautas puramente ideológicas, os eleitores priorizam conduta e valores morais: “Cumprir o que promete” (44%), “Ter ficha limpa / Ser honesto” (38%) e “Ter caráter” (29%) foram as respostas mais mencionadas.

Para ler a pesquisa na íntegra, clique aqui.

Henrique Speck

Henrique Speck

Jornalista e Editor-Chefe do Diretriz. Apaixonado por futebol e negócios

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