O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. É a primeira manifestação pública dele desde que deixou o país com a família, dois dias após perder o segundo turno para Lula (PT). No texto, ele fala em “fraude eleitoral” e pede a cassação da chapa Lula-Alckmin.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, escreveu. Além disso, Flávio afirmou que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos e que se dirigirá “regularmente” aos brasileiros nos próximos dias.
As acusações da carta
Flávio concentra as críticas na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h. Segundo a carta, a ordem chegou “depois do fim do horário legal” e passou por cima da competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Zanin foi advogado de Lula antes de chegar ao Supremo.
O senador também mira o ministro Alexandre de Moraes, sem citá-lo pelo nome. Assim, ele afirma que o juiz que mandou apreender seus passaportes agiu “sete minutos” após o resultado e estaria impedido de atuar no caso. Por isso, diz que não vai submeter a família a um “roteiro de perseguição” que, segundo ele, já atingiu o pai, Jair Bolsonaro.
O que dizem os números
A decisão de Zanin de fato gerou desconforto no TSE. Segundo a CNN Brasil, ministros da Corte eleitoral avaliaram que o STF invadiu uma atribuição do tribunal. No entanto, eles descartaram a necessidade de um terceiro turno.
Apoio de Trump e Milei
Por fim, na carta, Flávio agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei pelo acolhimento. Ele também pede que a comunidade internacional “não normalize” a situação do Brasil e indica Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado.
Segundo a Polícia Federal, Flávio não é considerado foragido, e não há mandado de prisão contra ele. Até a publicação desta matéria, STF, TSE e Palácio do Planalto não haviam comentado a carta.






