Em 2012, ainda como opositor político, o hoje governador de Goiás Ronaldo Caiado publicou nas redes sociais que Gilberto Kassab era “o que há de pior da política” e um exemplo do que a população queria ver fora do cenário nacional. Kassab era prefeito de São Paulo na época e adversário direto do grupo político de Caiado.
Treze anos depois, o cenário se inverteu por completo. Em janeiro de 2026, com a filiação de Kassab ao PSD, os posts antigos voltaram a circular nas redes e Caiado apagou as publicações que o chamavam de “cafetão do Planalto”. Seis meses depois, em 1º de julho, o ex-alvo das críticas foi oficializado como vice na chapa presidencial de Caiado para as eleições de 2026, durante um evento em Brasília.
Com a definição, o PSD terá uma candidatura formada por duas lideranças do próprio partido: Caiado como cabeça de chapa e Kassab como vice, tornando o partido uma das primeiras siglas a apresentar publicamente uma composição completa para a disputa presidencial. Ao ser confirmado, Kassab afirmou que o partido hoje adota uma postura de antagonismo à política atual.

A escolha também é estratégica: o presidente nacional do PSD mantém influência em diversos estados, atua como articulador do Congresso Nacional e acumula experiência como ex-prefeito de São Paulo. A chapa foi apresentada antes de uma composição com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, cujas conversas não avançaram porque nenhum dos dois aceitava ser vice do outro.
Segundo levantamentos citados pela imprensa, Caiado aparece com intenções de voto entre 2% e 3%, patamar ainda distante das principais candidaturas ao Planalto.






