A deputada federal Carol De Toni (PL) lidera a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado. É o que mostra pesquisa AtlasIntel encomendada pelo Grupo ND e divulgada nesta quinta feira (10). No cenário estimulado, consolidando primeiro e segundo voto, De Toni aparece com 28,4% das intenções.
Na sequência vem o senador Esperidião Amin (PP), com 20,2%. Depois aparece o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), com 14,9%. A diferença entre Amin e Carlos é de 5,3 pontos percentuais. Por isso, dentro da margem de erro de três pontos, os dois aparecem tecnicamente empatados pela segunda vaga.
O peso do rótulo de forasteiro
O terceiro lugar de Carlos Bolsonaro não é acidente de percurso. Desde que transferiu o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina, o candidato enfrenta resistência crescente. Adversários e eleitores questionam sua ligação real com o estado. Além disso, classificam a candidatura como pura estratégia eleitoral.
Na estreia da propaganda eleitoral, em 28 de agosto, o problema ficou evidente. Carlos dedicou o programa inteiro a lembranças de infância e à própria família, sem citar Santa Catarina uma única vez. Como resultado, a ausência gerou ironias nas redes e críticas de adversários. Três dias depois, ele tentou reverter o desgaste. Apareceu com a bandeira catarinense ao fundo e afirmou que, embora não tivesse nascido no estado, ali havia renascido.
Enquanto isso, Amin adotou o discurso de catarinense raiz. Assim, reforçou décadas de trajetória política local como contraponto direto à chegada recente de Carlos. A candidatura também enfrenta resistência dentro do próprio campo político. Afinal, a escolha dele para a chapa do PL catarinense motivou o afastamento do próprio Amin, hoje concorrente.
Os demais candidatos
Completam a lista Décio Lima (PT), com 11,9%, e Afrânio Boppré (PSOL), com 9,3%. Na sequência aparecem Antídio Lunelli (MDB), com 4,8%, e Túlio de Amorim Pfuetzenreiter (Missão), com 2,4%. Outros nomes somam 1,8% das intenções. Brancos e nulos ficaram em 3,2%, mesmo percentual de eleitores que não souberam responder.
Um possível fim de jejum
Se o resultado das urnas confirmar a liderança de Carol De Toni, Santa Catarina vive um marco histórico. Assim, o estado elegeria uma senadora titular pela primeira vez em mais de duas décadas. A última mulher eleita para o cargo foi Ideli Salvatti (PT), em 2002. Ela cumpriu mandato até 2011 e segue sendo, até hoje, a única catarinense titular já eleita para a Casa.
Metodologia
A AtlasIntel ouviu 1.211 eleitores de Santa Catarina entre os dias 4 e 9 de setembro. A pesquisa usou o método de recrutamento digital aleatório Atlas RDR. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Além disso, o levantamento foi contratado pela TV O Estado Florianópolis (NDTV) e está registrado no TSE sob os números SC-02036/2026 e BR-06230/2026.






