O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, classificou como perseguição política a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão obrigou o senador a entregar o passaporte à Polícia Federal. “Até um cego vê que trata-se de uma perseguição política”, afirmou o dirigente nesta terça-feira (27).
Segundo Pimenta, a medida tem relação com o desempenho de Flávio nas urnas. “Por que Flávio Bolsonaro está sendo perseguido? Porque ele teve quase 60 milhões de votos”, disse Pimenta em vídeo publicado pelo partido nas redes sociais. De fato, o senador recebeu 59,8 milhões de votos no segundo turno, contra 64,2 milhões de Lula (PT).
Além disso, Pimenta apontou o peso da direita no novo Congresso. Segundo ele, Flávio “tem uma bancada muito expressiva no Senado e outra no Congresso, e poderia conseguir o impeachment de determinados ministros do STF”.
Crítica vinda do outro lado
Por isso, a declaração chama a atenção. O PCO é um partido de extrema esquerda, adversário histórico da família Bolsonaro. No entanto, a legenda costuma criticar decisões do STF que, na visão do partido, restringem liberdades políticas.
Contudo, o próprio Rui Costa Pimenta foi alvo de buscas da Polícia Federal em agosto. Segundo o Metrópoles, a operação apura suposto uso irregular de recursos do Fundo Partidário pelo PCO.
O caso do passaporte
Moraes determinou a entrega dos passaportes na noite do segundo turno, a pedido da Polícia Federal. Assim, o pedido chegou ao STF sete minutos após a confirmação do resultado pelo TSE, segundo a colunista Malu Gaspar, de O Globo.
Por fim, a decisão integra o inquérito que investiga Flávio e o advogado Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.






