O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou nesta segunda feira (31) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que suspendeu a campanha presidencial de Renan Santos (Missão).
Em publicação no X, Nikolas classificou a medida como preocupante e afirmou que ela abre um péssimo precedente, deixando registrado seu repúdio. Na sequência, porém, o deputado cobrou coerência do candidato e de seu grupo, afirmando que eles comemoraram episódios de censura e perseguição quando o alvo era a direita, contribuindo para alimentar o que classificou como o monstro que hoje os atinge. Para Nikolas, o episódio deveria servir de alerta sobre o risco à democracia brasileira, especialmente em caso de reeleição do presidente Lula (PT), cenário em que aposta no senador Flávio Bolsonaro (PL) como o único nome capaz de reverter a situação.
A decisão de Toffoli de suspender a candidatura de Renan é preocupante e abre um péssimo precedente. Deixo meu repúdio a essa medida. Mas que fique claro: isso não apaga o fato de que ele e seu grupo comemoraram a censura e a perseguição quando o alvo era a direita e ajudaram a…
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 31, 2026
Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral de Renan Santos na internet, dos repasses do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates, sob justificativa de omissão de perfis nas redes sociais. Segundo o ministro, a chapa protocolou o registro de candidatura em 7 de agosto, mas só 12 dias depois informou 18 contas usadas na divulgação da campanha, entre elas um perfil com milhões de seguidores beneficiado por algoritmos de recomendação. Toffoli deu 24 horas para Renan Santos e o partido Missão prestarem esclarecimentos, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.
A resposta de Renan Santos
O candidato publicou nas redes uma imagem com a tarja “censurado” e, em vídeo, classificou a decisão como absolutamente injusta, ilegal e persecutória, prometendo contestá-la na Justiça.
Outras reações
Flávio Bolsonaro saiu em defesa do adversário direto na disputa eleitoral, dizendo esperar o restabelecimento da candidatura e associando o caso ao próprio bloqueio das redes sociais de Jair Bolsonaro havia mais de um ano. Já a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) defendeu a decisão de Toffoli, afirmando que a campanha de Renan operou sob uma lógica de máfia digital ao burlar regras eleitorais sobre divulgação de perfis.






