O senador Sergio Moro (PL) está a caminho de uma vitória no primeiro turno da disputa pelo governo do Paraná. A mais recente pesquisa do Instituto Veritá, realizada entre 28 de julho e 1º de agosto com 2.010 eleitores e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, mostra o candidato do PL com 54,7% dos votos válidos, patamar suficiente para encerrar a eleição já em outubro.
Na pesquisa estimulada, Moro registra 47,5% das intenções de voto totais. Requião Filho (PDT) aparece em segundo com 16,3%, seguido por Rafael Greca (MDB) com 10,8%, Sandro Alex (PSD) com 9,4%, Luiz França (Missão) com 2,2% e Samuel Mattos (PSTU) com 0,5%.
Liderança que transcende o estímulo
A vantagem de Moro não depende da apresentação de listas. Na pesquisa espontânea, sem qualquer estímulo ao eleitor, o candidato do PL é lembrado por 22,4% dos eleitores, resultado muito superior ao segundo colocado, Requião Filho, citado por apenas 6%. Entre os eleitores que já decidiram o voto, Moro concentra 61,3% das citações espontâneas.
Domínio total nos cenários de segundo turno
As simulações de segundo turno apenas reforçam o quadro. Moro venceria Requião Filho por 72% a 28% nos votos válidos, Rafael Greca por 70,2% a 29,8% e Sandro Alex por 74,3% a 25,7%. Em nenhum cenário sua margem de vitória cai abaixo de 40 pontos percentuais.
Greca e Sandro Alex juntos: mudança de jogo ou aposta tardia?
A pesquisa foi realizada antes do anúncio, feito nesta sexta-feira (31), de que Rafael Greca desistiria da candidatura própria ao Palácio Iguaçu para integrar a chapa de Sandro Alex como vice. A composição, construída após conversas com o governador Ratinho Junior, une dois nomes que aparecem separados na pesquisa com 10,8% e 9,4%, respectivamente.
Somados, os dois candidatos alcançariam cerca de 20% das intenções de voto, o que os posicionaria como o segundo bloco mais forte da corrida, à frente de Requião Filho. A lógica da aliança é clara: Greca traz votos em Curitiba, onde tem base eleitoral consolidada após anos à frente da prefeitura, e Sandro Alex ancora o projeto no PSD e na estrutura do governo estadual.
O problema é que a aritmética raramente funciona de forma linear em eleições. Parte dos eleitores de Greca pode não migrar automaticamente para Sandro Alex, e o impacto real da composição só aparecerá nas pesquisas realizadas após a formalização da chapa. O que os números atuais mostram é que, mesmo com uma eventual transferência total de votos, a dupla ainda estaria distante dos 54,7% de Moro nos votos válidos.
A união de Greca e Sandro Alex é a principal aposta do campo do PSD para tornar a corrida competitiva. Mas para ameaçar o favoritismo de Moro, a chapa precisará crescer além da soma dos dois, conquistando indecisos e eleitores que ainda não se fixaram em nenhum candidato, que somam 9% da amostra mais os 4,3% de brancos e nulos.
A pesquisa está registrada no TRE-PR sob o número 08570/2026, com intervalo de confiança de 95%.






