O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A saída ocorre seis dias após a Polícia Federal realizar buscas e apreensões em suas residências em Brasília e Salvador, no âmbito das investigações sobre o escândalo do Banco Master.
Em nota publicada nas redes sociais, Wagner afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com o presidente da República, após reunião no Palácio da Alvorada. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, escreveu o senador.
A saída da liderança é diretamente ligada ao peso político das investigações. No dia 18 de junho, a PF cumpriu mandados na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura se Wagner recebeu vantagens do investidor Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, em troca de atuações favoráveis aos interesses da instituição. No centro das suspeitas está a negociação de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, que o próprio senador confirmou ter pedido a Lima que comprasse primeiro, com intenção de recompra posterior.
Wagner nega qualquer irregularidade. Em entrevista concedida após as buscas, afirmou estar “absolutamente tranquilo” e que não mantém negócios com o Banco Master ou com o CredCesta, operação de cartão consignado voltada a servidores públicos que originou parte das investigações. Sua defesa também ingressou com pedido no STF para anular as diligências da PF.
O caso Banco Master é um dos maiores escândalos do sistema financeiro brasileiro dos últimos anos e já gerou investigações sobre outras figuras públicas, incluindo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o próprio ministro Alexandre de Moraes.
Com informações: Agência Brasil



