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Senado aprova PEC da Segurança Pública por 75 a 0; redução da maioridade penal fica de fora

Texto fortalece o Susp, amplia o papel da PF e da PRF e prevê polícias municipais; emendas de Rogério Marinho e Camilo Santana sobre maioridade vão tramitar em separado

Henrique Speck Por Henrique Speck
04/11/2026
in Política
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Plenário do Senado durante a votação da PEC da Segurança Pública

Plenário do Senado (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

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O Senado aprovou nesta terça-feira (3), em segundo turno, a PEC da Segurança Pública, por 75 votos a zero. Como o texto não mudou em relação à versão aprovada pela Câmara, a proposta segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional.

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A votação, no entanto, deixou de fora a redução da maioridade penal. Antes da aprovação, o plenário decidiu por 38 votos a 36 retirar do texto as emendas que tratavam do tema. Assim, elas vão tramitar como propostas separadas.

O que muda com a PEC

A proposta, apresentada pelo governo, fortalece o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Dessa forma, União, estados e municípios passam a ter mais cooperação e troca de informações.

Além disso, o texto amplia as atribuições da Polícia Federal em crimes com repercussão interestadual ou internacional. A Polícia Rodoviária Federal poderá fazer policiamento ostensivo em ferrovias e hidrovias federais.

A PEC também abre caminho para polícias municipais, com policiamento ostensivo e comunitário, desde que cumpram requisitos que uma lei ainda vai definir. No financiamento, metade do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional terá repasse obrigatório para estados e Distrito Federal.

Para o governo, a aprovação era condição para criar o Ministério da Segurança Pública, promessa da campanha de reeleição de Lula.

Maioridade penal fica para depois

Como resultado, saíram do texto duas emendas. A do líder do PL, Rogério Marinho (RN), reduzia a maioridade para 16 anos como regra e para 14 anos em crimes como os hediondos, tráfico e terrorismo. Por outro lado, a do líder do PT, Camilo Santana (CE), previa 16 anos apenas para crimes hediondos.

O relator, Rogério Carvalho (PT-SE), defendeu a separação. Contudo, a oposição acusou o governo de fugir do debate. “Por que que o governo não tem coragem de dizer que é contra a redução da maioridade penal?”, questionou Marinho.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) respondeu que Lula defendeu a redução na campanha como posição pessoal. Segundo o Jornal Razão, Wagner disse ainda que o presidente se manifestou para evitar o uso do tema na disputa eleitoral.

Por fim, as duas emendas seguem para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ainda sem data para votação.

Henrique Speck

Henrique Speck

Jornalista (MTB 15353/PR) e editor-chefe do Jornal Diretriz. Vencedor do Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo 2026.

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