O jornalista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu na madrugada desta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre. Ele estava internado desde domingo (25) no Instituto de Cardiologia. Segundo a imprensa gaúcha, uma infecção pulmonar evoluiu para um quadro generalizado.
Guerrinha somava mais de cinco décadas de carreira. Além disso, virou uma das vozes mais conhecidas do rádio esportivo do Rio Grande do Sul, com humor sarcástico, opiniões diretas e bordões populares.
Até a manhã desta quarta, a família não havia divulgado informações sobre velório e sepultamento.
Ele deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos.
Do turfe ao futebol
Filho do radioator e comunicador Adroaldo Guerra, o Vovô Guerra, Guerrinha estudou jornalismo na PUCRS. No início da carreira, cobriu turfe no Jornal Hoje, na Folha da Manhã e no Correio do Povo.
Em 1983, voltou ao Grupo RBS para escrever sobre corridas de cavalo em Zero Hora. Contudo, o jornal encerrou a cobertura diária do turfe em 1993. Assim, Guerrinha migrou para o futebol e passou a acompanhar o Internacional.
Rádio, TV e jornal
Em 1999, estreou no rádio no programa Falcão na Gaúcha. Por isso, depois da saída de Paulo Roberto Falcão da emissora, ganhou o próprio espaço, o Paredão do Guerrinha.
Em 2004, entrou no Sala de Redação, da Rádio Gaúcha, como substituto de férias de Kenny Braga. Dessa forma, a participação se tornou permanente. No programa, criou a “Lei Guerrinha”, sobre técnicos que mexem em times que estão dando certo.
Por fim, desde abril de 2000 assinava a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho, e no início dos anos 2000 integrou o Lance Final, da RBS TV. Identificado com o Inter, criticava os dois lados do Gre-Nal. Como resultado, conquistou público entre torcedores dos dois clubes.






