Filipe Barros (PL) foi o candidato mais votado na disputa pelo Senado no Paraná e, junto com Deltan Dallagnol (Novo), conquistou neste domingo (4) as duas vagas do estado na Casa. Filipe Barros somou 27,31% dos votos válidos, 3.127.821 votos, enquanto Dallagnol ficou em segundo lugar, com 25,19% e 2.885.230 votos.
O desfecho da novela judicial
A eleição de Dallagnol só se confirmou depois de uma sequência acelerada de decisões judiciais nos últimos dias. No sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido o registro de candidatura dele, horas antes da votação. Na manhã deste domingo, porém, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão e restabeleceu a candidatura, o que permitiu que os votos destinados a Dallagnol fossem contabilizados normalmente.
Quem é o mais votado
Filipe Barros, de 35 anos, é advogado formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e deixa a Câmara dos Deputados, onde cumpria o segundo mandato, para assumir uma cadeira no Senado. Ele concorreu na coligação Fortaleza do Paraná, ao lado de Dallagnol e com apoio de Sergio Moro, eleito governador do estado neste mesmo pleito.
O segundo colocado
Deltan Dallagnol, de 46 anos, nasceu em Pato Branco e ficou nacionalmente conhecido como procurador da Operação Lava Jato. Ele já havia sido eleito deputado federal pelo Paraná em 2022, com a maior votação do estado naquele ano, antes de ter o mandato cassado pelo TSE em 2023. Com a eleição de hoje, retorna a um cargo eletivo.
O que muda no Senado
Os eleitos ocuparão as cadeiras hoje ocupadas por Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB), que não disputaram a reeleição. Com mandatos de oito anos, Filipe Barros e Dallagnol tomam posse em fevereiro de 2027 e ficam no cargo até 2035.






