Uma operação internacional coordenada pela Interpol desmantelou uma delegacia falsa da Polícia Federal brasileira instalada em Essuatíni, país africano anteriormente conhecido como Suazilândia. Pelo menos 82 falsos agentes policiais e colaboradores foram presos no local, que funcionava como base de uma organização criminosa especializada em golpes financeiros e extorsão contra brasileiros e africanos.
O esquema era sofisticado e altamente convincente. Os criminosos se passavam por agentes e delegados da Polícia Federal do Brasil em videochamadas, convencendo as vítimas de que haviam sofrido algum crime. Em seguida, induziam as vítimas a transferir fundos para uma suposta “guarda segura”, dinheiro que era então desviado pelos golpistas.
O local era uma réplica realista de uma delegacia brasileira, completa com uniformes oficiais, sinalização e equipamentos falsificados, o que dava credibilidade à farsa durante as videochamadas e tornava mais difícil para as vítimas perceberem o engodo.
Diante da escala e da complexidade das evidências digitais encontradas, a Interpol enviou uma equipe de apoio operacional a pedido das autoridades de Essuatíni para realizar análise forense dos dispositivos apreendidos. A Polícia Federal do Brasil prestou apoio técnico à operação, que representa um dos casos mais elaborados de uso de identidade institucional brasileira para aplicação de golpes internacionais já registrados.
A operação acende um alerta sobre a expansão do crime organizado brasileiro além das fronteiras nacionais e sobre o uso cada vez mais sofisticado de tecnologia e falsificação de identidade policial para extorquir vítimas em múltiplos países.






