A busca por um ambiente de negócios mais competitivo e menos burocrático levou a Lupo a colher os primeiros resultados financeiros de sua expansão internacional. Apenas um ano após transferir parte de sua operação para o Paraguai, a fabricante brasileira de vestuário registrou uma redução de 15% nos custos de produção. Os dados foram compartilhados pela CEO da companhia, Liliana Aufiero.
O movimento da marca reflete uma tendência consolidada entre indústrias brasileiras que buscam fugir do chamado “Custo Brasil”, a soma de alta carga tributária, encargos trabalhistas complexos e entraves logísticos. No Paraguai, o cenário regulatório joga a favor de quem produz.
Através da Lei de Maquila, o país vizinho oferece um sistema de tributação simplificado (com imposto único de 1% sobre o valor agregado), isenção de tarifas de importação de maquinário e energia elétrica abundante e barata.

De acordo com a executiva, a unidade paraguaia foca em linhas de produtos de alto volume e menor complexidade tecnológica, o que otimiza a mão de obra local e garante ganho de escala rápido.
Essa migração da Lupo acende, novamente, um alerta para a economia brasileira: enquanto o país não avançar em reformas estruturais profundas que desonerem a produção e simplifiquem a vida de quem gera empregos, continuará perdendo capital, fábricas e postos de trabalho para vizinhos que entenderam que menos Estado e mais liberdade econômica geram mais riqueza.






