O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), divulgou imagens de pessoas colando adesivos do PT em ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno. Segundo ele, eram sindicalistas, e o material trazia a estrela e o número 13 do partido. Assim, por causa dos adesivos, pelo menos 75 veículos ficaram retidos nas garagens durante a manhã.
Segundo o prefeito, sindicalistas foram às garagens no início da manhã e colaram o material nos para-brisas. “O dono da empresa disse que os ônibus não iam sair, porque era crime”, afirmou Reis ao Metrópoles. Para ele, a situação foi “causada por eles mesmos, para terem discurso, ir para Justiça e ter fato político”.
De acordo com a prefeitura, o problema atingiu os ônibus do consórcio Plataforma. Dessa forma, os veículos só voltaram a circular depois da retirada dos adesivos. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), o trânsito voltou ao normal por volta das 13h.
TRE-BA manda prender secretário
No entanto, a Justiça Eleitoral viu irregularidade na retenção da frota. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, por “evidente violação do Código Eleitoral”.
Segundo a decisão, a retenção partiu da própria Semob. Além disso, o desembargador mandou liberar 100% da frota e garantir gratuidade irrestrita até o fim da votação. Em uma das garagens, o Procon-BA encontrou 55 ônibus parados que, segundo o órgão, estavam aptos a circular.
O secretário está em Paris, em evento oficial, e deve voltar na segunda-feira (26). Por isso, Bruno Reis afirmou que os advogados da prefeitura vão pedir habeas corpus.
Sindicato nega participação
Por outro lado, o Sindicato dos Rodoviários de Salvador nega envolvimento na retenção dos ônibus. Em nota, a entidade afirmou que “todos os rodoviários que foram escalados para trabalhar no dia da eleição compareceram aos seus postos de trabalho”. O sindicato sustenta ainda que a gestão da operação cabe à prefeitura e às empresas.
Até a publicação desta matéria, a entidade não havia comentado diretamente a acusação sobre os adesivos. Por fim, a Defensoria Pública da Bahia recebeu relatos de eleitores prejudicados, e situações semelhantes teriam ocorrido em Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus.






