O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu neste domingo (11) à suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A decisão partiu do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Durante ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, o petista classificou a medida como absurda. Além disso, afirmou que vem percebendo “muitas decisões tendenciosas” contra sua candidatura.
Segundo Lula, seus advogados vão pedir explicações à Corte e questionar os critérios adotados. Assim, ele disse desconfiar da atuação do TSE no processo eleitoral. Na avaliação do presidente, o tribunal bloqueia aliados da campanha petista e permite que ações dos adversários sigam em curso. Por fim, Lula afirmou que não aceitará o que considera interferência indevida da Justiça Eleitoral na disputa.
O que diz a decisão
Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A coligação alegou que o canal distribuía notícias falsas contra o candidato. Dessa forma, o ministro determinou que a Meta suspenda o canal em até três horas após a notificação.
Na decisão, ele argumentou que o problema não está na mobilização política nem no pedido de votos pelas redes. Contudo, apontou o uso de uma estrutura com alcance de milhões de pessoas para espalhar de forma coordenada conteúdos que o tribunal já considerou falsos.
Embate com o TSE
Não é a primeira decisão de Nunes Marques que contraria a campanha petista. Antes, o ministro já havia mandado retirar do YouTube a transmissão integral de um comício de Lula. Na ocasião, o petista tinha usado a palavra falcatrua para se referir ao TSE. Além disso, Nunes Marques suspendeu um jingle da campanha de Lula após ação da campanha de Flávio Bolsonaro.
Portanto, o episódio amplia a tensão entre a campanha de Lula e a Justiça Eleitoral na reta final. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Assim, os dois voltam às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.






