A saída temporária de presos, a chamada “saidinha”, separou os dois candidatos à Presidência no debate da TV Bandeirantes deste domingo (18). O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, defendeu o benefício para presos com bom comportamento. Por outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) criticou a medida e acusou o adversário de priorizar criminosos.
O tema surgiu em uma pergunta de Flávio, no primeiro debate entre os dois na campanha. Ele citou o assassinato de Renata Teles, em Campinas (SP). Segundo o candidato do PL, o autor do crime já tinha sido condenado por matar outra mulher e usufruía de saídas temporárias.
O que defende Lula
Para Lula, o preso que se recupera tem direito de rever a família. “Se a pessoa tiver tido um comportamento decente ou se recuperando, é justo que a pessoa saia para ver sua família”, disse. No entanto, o petista afirmou que o benefício tem limites. “Aquele que cometeu crime hediondo não sai. Aquele que praticou estupro não sai”, declarou.
Além disso, o presidente argumentou que um caso isolado não deve restringir o direito de milhares de detentos.
O que defende Flávio
Flávio, por sua vez, colocou as vítimas no centro do discurso. “Ele tá muito mais preocupado realmente com o direito dos bandidos do que com o das vítimas”, rebateu. Em seguida, lembrou que Lula vetou o fim das saidinhas e que o Congresso precisou derrubar o veto.
Dessa forma, a posição se encaixa na agenda de segurança do candidato do PL. Durante a campanha, ele defendeu emendas à PEC da Segurança Pública que proíbem a saída temporária em determinados casos, além da redução da maioridade penal.






