O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, prometeu endurecer a política de segurança pública além do modelo adotado em El Salvador. “Aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública não viram nada ainda”, disse a apoiadores nesta terça-feira (13), em São Paulo. Em seguida, afirmou que já conversa com o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) sobre o tema. “Tô achando que El Salvador é pouco”, completou.
A declaração ocorreu durante evento de campanha no Clube Atlético Monte Líbano, na Zona Sul da capital paulista. No mesmo dia, Flávio recebeu o apoio de 17 diretórios estaduais do MDB. À noite, participou da abertura do Grande Encontro do Associativismo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Em um evento aqui em São Paulo, Flavio Bolsonaro lembrou que “Tarcisio tinha a expectativa de ser candidato a presidente da República” https://t.co/EOeoqgBJ0g
— Sam Pancher (@SamPancher) October 13, 2026
No discurso, o candidato listou propostas para a área. Entre elas, está a criação de mais de 500 mil vagas em presídios. Além disso, Flávio prometeu mudar a lei para que o roubo de celular resulte em pena mínima de oito anos de prisão. “Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar”, disse, ao defender o trabalho obrigatório para detentos.
O candidato também defendeu castração química e penas mais longas para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.
Inspiração em Bukele
O modelo citado por Flávio é o do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que promoveu prisões em massa de integrantes de gangues. Durante a campanha, o candidato se reuniu com o ministro da Justiça salvadorenho, Gustavo Villatoro. Por outro lado, a política de Bukele derrubou os homicídios no país, mas recebe críticas de entidades de direitos humanos por prisões sem o devido processo.
Derrite comandou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio e se elegeu senador neste ano. Por isso, a menção a ele sugere quem pode influenciar a área em um eventual governo Flávio. Portanto, a segurança pública deve seguir como uma das principais bandeiras do PL até o segundo turno, em 25 de outubro.






