Um novo capítulo da confusão em torno do debate presidencial cancelado nesta quinta-feira (1º) envolve uma divergência entre o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade) e o candidato Renan Santos (Missão). Segundo apurou a jornalista Malu Gaspar, da GloboNews, Paulinho afirmou que Renan pediu a ele que movesse uma ação junto ao ministro Gilmar Mendes, do STF, para garantir a participação do candidato no debate. Renan, por sua vez, nega ter feito esse pedido.
Foi de fato o Solidariedade, partido presidido por Paulinho da Força, quem protocolou a petição que levou Gilmar Mendes a determinar a inclusão de Renan Santos no debate. Antes dessa decisão, duas tentativas do próprio partido Missão de garantir a presença de Renan já haviam sido negadas. No TSE, o presidente Kassio Nunes Marques rejeitou o pedido por entender que a Globo não era obrigada a convidá-lo. No STF, a ministra Cármen Lúcia arquivou uma ação semelhante, sem analisar o mérito, por considerar o instrumento jurídico inadequado para o caso.
Antes mesmo da decisão de Gilmar Mendes, Renan já havia dito, em vídeo publicado pelo Missão, que soube de jornalistas que viria uma ordem para incluí-lo no debate, vinda de “um processo que aparentemente eu não entrei”. A fala reforça a negativa dele sobre qualquer pedido pessoal a Paulinho da Força.






