Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelam uma relação de proximidade pessoal entre o banqueiro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A reportagem é de capa da revista Veja, publicada nesta quinta-feira (24).
Um dos diálogos aconteceu em 1º de fevereiro de 2025, dia em que Alcolumbre foi reeleito para comandar o Senado. Vorcaro parabenizou o senador e desejou sucesso na nova gestão. Em resposta, Alcolumbre escreveu: “Fala meu amor! Muito obrigado por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna! Sou seu irmão. Pra vida toda.” O banqueiro respondeu com emojis de coração, afirmando que estaria à disposição “a qualquer tempo, pra qualquer coisa”.
Em outra troca, de julho de 2025, Vorcaro procurou o senador em busca de notícias sobre um assunto não identificado nas mensagens: “Fala irmãozão! Se tiver notícias do nosso amigo me chame! Abração.” Alcolumbre respondeu que estava “em cima” da questão, acrescentando: “Pressão!!!”
Segundo a Veja, Alcolumbre já havia negado a colegas, em ocasião anterior, manter relação com Vorcaro, quando surgiram informações sobre uma tentativa de acordo de colaboração premiada do banqueiro. O presidente do Senado também já havia sido questionado sobre pedidos de abertura de CPI para investigar o caso Master e sobre registros de visitas de Vorcaro ao Senado, sem se pronunciar publicamente sobre o assunto até agora.
As mensagens reveladas também mencionam encontros e festas organizados pelo banqueiro, com participação de outras figuras da política nacional, e conversas sobre viagens envolvendo o ex-ministro Fábio Faria. A revista aponta ainda que o nome de Alcolumbre já havia aparecido anteriormente em diálogos de Vorcaro relacionados a esses eventos.
O que ainda não está estabelecido
É importante frisar que as mensagens divulgadas, até o momento, não indicam nenhuma prática ilícita atribuída diretamente a Alcolumbre. O material documenta proximidade pessoal e possíveis pedidos de intermediação política, mas não configura, por si só, prova de irregularidade. O gabinete do presidente do Senado ainda não se pronunciou sobre a reportagem.






