Jornal Diretriz
  • Início
  • Paraná
  • Política
  • Esporte
  • Mundo
  • Colunas
Sem resultados
Veja todos os resultados
Jornal Diretriz
  • Início
  • Paraná
  • Política
  • Esporte
  • Mundo
  • Colunas
Sem resultados
Veja todos os resultados
Jornal Diretriz
Sem resultados
Veja todos os resultados
Início Política

STF empata, trava e adia decisão sobre investigação de Moraes

Sessão tensa terminou sem julgamento do mérito depois de pedido de vista de Flávio Dino e bate-bocas entre ministros

Henrique Speck Por Henrique Speck
16/09/2026
in Política
0
stf sessao
Share on FacebookShare on Twitter

O Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu nesta terça-feira (15/9), em sessão extraordinária, para decidir se autoriza uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes com base em um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta trocas de mensagens entre ele e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. No fim do dia, porém, a Corte não chegou a votar o mérito do caso: a sessão foi marcada por embates diretos entre ministros e terminou com um pedido de vista que suspende o julgamento por até 90 dias.

Você também pode gostar

Fux derruba decisão de Dino e restabelece remoção de post sobre Aparecida

Ricardo Salles desiste do Senado por SP e apoia Derrite e André do Prado

Proibição das bets expõe insegurança jurídica e pode custar R$ 120 bilhões ao país

O relatório da PF, produzido a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro, cita mensagens e referências a Moraes e a pessoas próximas a ele, incluindo um contrato do Banco Master com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes. O documento foi tornado público em 1º de setembro pelo ministro André Mendonça e chegou ao plenário depois que o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria da Petição 16.662 no último sábado (12/9).

Era essa petição que o plenário deveria julgar: decidir se o relatório da PF é válido e pode embasar uma investigação contra Moraes, como defendia a ala mais crítica ao ministro, ou se deveria ser anulado, como pedia a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Antes do mérito, uma queda de braço sobre o rito

Antes de entrar na análise do relatório da PF, os ministros precisaram resolver uma questão prévia levantada por Gilmar Mendes: os processos envolvendo Moraes (Pet 16.662) e os que envolvem Mendonça deveriam ser julgados juntos ou separados?

A votação sobre esse ponto girou o dia inteiro em torno de um empate. Fachin abriu os votos defendendo a manutenção dos processos separados, posição seguida por Mendonça. Do outro lado, Gilmar Mendes, Dino e Cristiano Zanin defenderam a reunião dos casos, argumentando que há conexão entre eles.

O placar chegou a ficar empatado em 4 a 4. Mas, antes da conclusão da votação, Flávio Dino pediu vista, o que tira o voto dele do cômputo provisório e deixa o resultado parcial em 4 a 3 pela separação dos processos, com Cármen Lúcia acompanhando Fachin.

Ao votar, a ministra pediu desculpas ao país pela crise exposta publicamente pela Corte e resumiu o desconforto em uma frase:

“O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade”.

Os momentos de maior tensão

A sessão foi marcada por discussões acaloradas incomuns para o plenário do STF. Dino chegou a criticar publicamente a condução dos trabalhos por Fachin, dizendo que o debate havia ultrapassado os limites de uma discussão institucional. Também houve um confronto direto entre André Mendonça e Gilmar Mendes, e outro entre Dino e Fachin.

Em determinado momento, Moraes e Mendonça protagonizaram uma troca de farpas. Moraes questionou publicamente se algum colega tinha medo da Polícia Federal, resposta a uma insinuação anterior de Mendonça sobre uma suposta “PF paralela” monitorando ministros.

Diante da tensão, a sessão chegou a ser interrompida por cerca de duas horas antes de ser retomada.

O que o pedido de vista muda na prática

Com o pedido de vista de Dino, o julgamento sobre a validade do relatório da PF nem chegou a ser votado. Na prática, o processo fica suspenso por até 90 dias, prazo máximo que um ministro pode segurar um caso antes de devolver o voto ao plenário.

Enquanto isso não acontece, seguem em aberto as principais dúvidas do caso: se o relatório poderá ou não embasar uma investigação formal contra Moraes, e se ele continuará à frente dos processos que hoje relata, entre eles os ligados ao próprio caso Banco Master.

Próximos capítulos

Fachin já marcou uma nova sessão, separada desta, para 23 de setembro, dessa vez para tratar especificamente da situação de André Mendonça. O caso Moraes, por sua vez, só deve voltar ao plenário quando Dino devolver seu voto.

Henrique Speck

Henrique Speck

Jornalista (MTB15353/PR) e Editor-Chefe do Diretriz. Vencedor do Prêmio FIEP de Jornalismo 2026.

Recomendados para você

FUX stf
Política

Fux derruba decisão de Dino e restabelece remoção de post sobre Aparecida

29/09/2026
salles desiste
Política

Ricardo Salles desiste do Senado por SP e apoia Derrite e André do Prado

28/09/2026
insegurança juridica bets
Colunas

Proibição das bets expõe insegurança jurídica e pode custar R$ 120 bilhões ao país

25/09/2026
bets proibidas
Política

Lula assina MP e proíbe apostas esportivas e cassinos online no país

25/09/2026
PL E NOVO
Política

Candidatos do Novo declaram apoio a Flávio Bolsonaro no 1º turno com aval de Zema

24/09/2026
alcolumbre e vorcaro
Política

“Sou seu irmão, pra vida toda”: mensagens expõem proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro

24/09/2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornal Diretriz

Onde a notícia encontra o seu rumo. Transparência e seriedade na cobertura jornalística

  • Sobre nós

© 2026 - Diretriz - Todos os direitos reservados

Sem resultados
Veja todos os resultados
  • Início
  • Política
  • Esporte
  • Paraná
  • Colunas
  • Sobre nós

© 2026 - Diretriz - Todos os direitos reservados

Not enough quota to unlock this post
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?