O advogado Jeffrey Chiquini, candidato a deputado federal pelo Novo no Paraná, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Diretriz na qual detalhou as motivações da candidatura e defendeu mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal.
Segundo Chiquini, a decisão de disputar um mandato surgiu da própria rotina profissional. Ele afirma nunca ter sido candidato antes nem ter tido interesse por cargos eletivos. Mesmo assim, diz que vai a Brasília como advogado dos paranaenses que, segundo ele, não aguentam mais o que chama de ditadura da toga.
Para o candidato, cabe a um deputado federal reformar as leis que hoje regem o funcionamento da Justiça brasileira. Ele defende uma reforma da Constituição capaz de colocar freios ao STF. Assim, argumenta, o país conseguirá voltar a discutir pautas como reindustrialização, inovação, economia e saúde, hoje ofuscadas, na visão dele, pelo noticiário concentrado em torno da Corte.
Eu não serei político, serei advogado dos paranaenses que querem colocar um limite nesse STF.
Jeffrey Chiquini
Chiquini sustenta a candidatura na própria trajetória jurídica. Advogado há 14 anos e mestre em Direito, ele afirma ter clareza sobre os problemas do sistema de Justiça. Também diz saber quais mudanças são necessárias para corrigi-los. Segundo ele, esse conhecimento técnico é o que justifica sua ida à Câmara dos Deputados, no lugar de outros perfis de candidatos.
Na entrevista, Chiquini afirmou que o STF sequestrou o poder do povo. Para ele, o poder hoje está nas mãos de ministros não eleitos. Segundo sua avaliação, esses ministros usam a toga para desrespeitar leis criadas pelo Legislativo. É esse ponto, afirma o pré-candidato, que sustenta toda a sua plataforma eleitoral.
A aposta na eleição de Flávio Bolsonaro
Questionado sobre como resolver a crise que hoje envolve o STF, Chiquini apontou a disputa presidencial como caminho central. Segundo ele, o próximo presidente do Brasil vai indicar quatro novos ministros à Corte. Por isso, a composição desses nomes será decisiva para o rumo da instituição.
Chiquini defendeu que, além da reforma feita pelo Congresso, a Justiça também precisa de ministros comprometidos com o cumprimento da lei. Ele citou diretamente o cenário de uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o pré-candidato, o candidato indicaria para o Supremo perfis alinhados ao atual ministro André Mendonça. Na visão dele, essa configuração seria suficiente para encerrar o que classificou como supremacia de uma ala específica dentro da Corte.
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