O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quinta-feira (10) que não apoiaria o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno. A declaração foi dada durante encontro com investidores na Faria Lima, em São Paulo, organizado pelo banco Genial.
Questionado sobre em quem votaria caso ficasse fora do segundo turno, Cury foi direto: não apoiaria Lula em hipótese alguma, nem 0,01%. Segundo ele, o modelo do PT precisa ser aposentado. Ainda assim, o candidato fez uma ressalva e elogiou o início do primeiro governo petista, citando a época de Henrique Meirelles e Antônio Palocci à frente da equipe econômica.
A condição para apoiar Flávio Bolsonaro
Em relação a Flávio Bolsonaro (PL), Cury adotou outro tom. Ele afirmou que não ficaria neutro em um eventual segundo turno, mas colocou duas exigências antes de declarar apoio. Primeiro, o senador precisaria provar que não é corrupto e explicar o caso do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Cury, a produção teria pedido R$ 134 milhões, dos quais cerca de R$ 69 milhões foram pagos a um fundo nos Estados Unidos. Para efeito de comparação, o candidato citou que seu próprio longa-metragem biográfico está sendo rodado com quase um décimo desse valor.
Cury também exigiu esclarecimentos sobre o encontro entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ocorrido após a prisão de Vorcaro. Segundo o candidato, essa promiscuidade precisa ser resolvida, doa a quem doer. Além disso, ele afirmou que Flávio teria de registrar formalmente em cartório o compromisso de cumprir o plano de governo apresentado por Cury, como condição adicional para o apoio.
O contexto eleitoral
Cury aparece hoje em terceiro lugar nas pesquisas, com percentuais entre 8% e 11%, atrás de Lula e Flávio, que juntos concentram cerca de 80% das intenções de voto. Por isso, o posicionamento dele sobre um eventual segundo turno ganha peso estratégico na disputa.






