A Prefeitura de Potirendaba, no interior de São Paulo, afastou uma professora da rede municipal após um discurso político em sala de aula. Segundo a prefeitura, a professora teria dito a alunos de 11 anos que algumas pessoas não sobreviveriam caso um determinado candidato vencesse a eleição. Além disso, ela citou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
A prefeita Gislaine Montanari Franzotti, a Gi Franzotti, divulgou o vídeo da aula nas redes sociais nesta quarta-feira (21). Nas imagens, a professora afirma que o país corre o risco de “virar um fascismo”. Em seguida, diz que essa é a “mesma coisa que o Flávio e o Bolsonaro querem fazer”.
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Em outro trecho, a professora mistura personagens e países da Segunda Guerra Mundial. “Quer fazer a mesma coisa que o Mussolini fez na Alemanha, que o Hitler fez na Itália”, diz no vídeo. Na verdade, Benito Mussolini governou a Itália, e Adolf Hitler, a Alemanha.
Criança chegou em casa chorando
O caso veio à tona depois que a mãe de uma aluna procurou a prefeita. Segundo Gi Franzotti, a menina de 11 anos voltou para casa apavorada. “A professora disse que tem um candidato concorrendo às eleições, que se ele ganhar, algumas pessoas não sobreviverão, algumas pessoas poderão ser mortas e começou a apontar na classe quem ia morrer, quem ia viver”, relatou a prefeita.
Em nota, a prefeitura afirmou que também recebeu relatos de “falas de caráter discriminatório, incluindo referências direcionadas a alunos negros”. No entanto, o órgão ressalta que a situação ainda está em apuração.
Caso vai ao Ministério Público
Por isso, a prefeita determinou a análise das imagens da sala de aula e abriu um procedimento administrativo. Da mesma forma, a prefeitura acionou o Ministério Público, o Juiz da Infância e Juventude e outras autoridades.
“A escola deve ser um espaço de conhecimento, formação cidadã, respeito às diferenças e segurança emocional”, diz a nota oficial. Contudo, a prefeitura não divulgou o nome da professora nem o da escola, para preservar os alunos. Portanto, o caso segue em investigação, e a defesa da professora ainda não se manifestou publicamente.





