A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou nesta segunda-feira (12) que pretende disputar a presidência do Senado. Em entrevista à GloboNews, a ex-ministra da Agricultura afirmou que sempre quis ser a primeira mulher a comandar a Casa. “Eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres”, disse. A eleição para o comando do Senado ocorre em fevereiro de 2027, no início da nova legislatura.
Segundo a senadora, ela já comunicou o desejo ao atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP). “A sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois”, relatou ter dito a ele. No entanto, Tereza Cristina considerou cedo para bater o martelo. Assim, ela quer conversar com os senadores eleitos em 2026 e com os atuais antes de decidir.
Disputa com Rogério Marinho
A senadora não é a única interessada no cargo. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, também quer presidir o Senado. Contudo, Tereza Cristina sinalizou proximidade com o colega. Por ser de centro-direita, ela disse que vai estar “muito mais alinhada” com Marinho. Dessa forma, a relação entre os dois nomes ainda depende de negociação no cenário pós-eleição.
O peso do PL também entra na conta. Com as eleições de outubro, o partido terá 29 senadores a partir de 2027, a maior bancada da Casa. Por isso, o resultado do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), em 25 de outubro, deve influenciar a sucessão de Alcolumbre.
Impeachment de ministros do STF
Na mesma entrevista, a senadora disse ver ambiente para o Senado discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal a partir de 2027. “Eu vejo ambiente, sim”, afirmou. Além disso, ela avaliou que os eleitores vão cobrar os senadores sobre o tema. Porém, ponderou que o assunto não pode ser a única prioridade da Casa.
Tereza Cristina comandou o Ministério da Agricultura entre 2019 e 2022, no governo de Jair Bolsonaro. Atualmente, integra a cúpula do PP e participou do anúncio de apoio da federação União Brasil e PP a Flávio no segundo turno. Portanto, ela chega à disputa com trânsito no agronegócio e na centro-direita.






