O candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), e o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), defenderam neste sábado (5), em Ponta Grossa, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Junto com o candidato ao Senado e presidente do PL no Paraná, Filipe Barros e o candidato a deputado federal Jeffrey Chiquini foram até a Cadeia Pública Hildebrando de Souza visitar o ex-assessor especial para Assuntos Internacionais de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, condenado pelo STF a 21 anos de prisão.
A pena, uma das mais altas já aplicadas entre os réus do 8 de janeiro, foi resultado de um processo conduzido pelo próprio Alexandre de Moraes, o mesmo ministro que hoje enfrenta uma crise de credibilidade sem precedentes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. A ironia do momento não passou despercebida: enquanto o relator segue sem explicar de forma satisfatória mensagens em que aparece pedindo favores e recebendo agrados de um investigado, o homem que ele mesmo condenou a mais de duas décadas de prisão segue atrás das grades, com a entrada de visitantes dependendo de autorização do próprio Moraes.
A fala de Moro
Moro, que assinou o pedido de impeachment de Moraes apresentado pela oposição, reafirmou seu posicionamento diante das revelações recentes sobre a relação do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e criticou o que classificou como tentativa de incluir o ministro André Mendonça no mesmo caso. Para o ex-juiz, o país vive uma crise sem precedentes e precisa restaurar a Justiça.
A fala de Flávio
Flávio afirmou que o próprio Moraes foi flagrado editando o contrato de R$ 129 milhões da esposa com o investigado Daniel Vorcaro, sem qualquer consequência, e questionou a permanência dele no cargo. Ao lado de Moro, chamou o gabinete de Moraes de gabinete da perseguição e disse que o ministro usa contra o colega André Mendonça a mesma metodologia que já teria aplicado contra pessoas de direita. Ele classificou a condenação de Martins como parte de uma grande farsa em torno do 8 de janeiro e defendeu a aplicação da lei da dosimetria, que segundo ele já poderia ter colocado Martins em liberdade.
Flávio reforçou o apoio à candidatura de Moro ao governo estadual, classificando-o como símbolo de combate à corrupção, e associou uma eventual vitória presidencial sua a um governo Moro no Paraná, prometendo investimentos em infraestrutura, educação e saúde para o estado.






